As infecções pelo herpes simples e varicela-zoster, causadas pelos vírus da família Herpesviridae, são extremamente comuns. Embora não sejam doenças recentes, ainda despertam dúvidas, receios e preconceitos. Entre os vírus mais conhecidos dessa família estão:
- Herpes simples (HSV-1 e HSV-2)
- Varicela-zoster (VZV)
Ambos compartilham a capacidade de permanecer “adormecidos” no organismo e se reativarem anos depois, especialmente em situações de baixa imunidade, estresse, doenças ou uso de medicamentos imunossupressores.
O que é o Herpes Simples (HSV)?
O herpes simples é causado pelos vírus HSV-1, geralmente associado ao herpes labial, e HSV-2, mais relacionado ao herpes genital. Contudo, ambos podem provocar lesões em diferentes áreas da pele e das mucosas. No Brasil, estima-se que mais de 90% da população já tenha tido contato com o HSV-1, segundo a OMS.
Principais sintomas do herpes simples
- Herpes labial: pequenas bolhas agrupadas nos lábios, boca, nariz ou ao redor do rosto.
- Herpes genital: bolhas e feridas dolorosas na região genital, frequentemente acompanhadas de febre e mal-estar.
- Formigamento, ardência ou queimação** antes do surgimento das lesões.* **Crostas cicatrizantes** em um período de 7 a 14 dias.
Fatores de risco para reativação do herpes simples
- Estresse físico ou emocional
- Exposição solar intensa
- Infecções, febre ou traumas
- Imunidade comprometida (HIV, quimioterapia, corticoides)
- Relações sexuais desprotegidas (HSV-2)
Tratamentos disponíveis para herpes simples
Contudo, embora não haja cura definitiva, antivirais como aciclovir, valaciclovir e famciclovir reduzem a intensidade e a duração das crises. No Brasil, o SUS disponibiliza gratuitamente o aciclovir para tratamento. Até o momento, não existe vacina aprovada contra o herpes simples.
O que é o Herpes Zóster (Varicela-Zoster ou “Cobreiro”)?
O vírus varicela-zoster (VZV) provoca a catapora na infância e pode reativar-se anos mais tarde, originando o herpes-zóster. Essa reativação é mais comum em pessoas acima de 50 anos ou com imunidade comprometida.
Etapas de evolução do herpes zóster
1. Período inicial:dor, ardor e formigamento antes das lesões.
2. Fase ativa: bolhas agrupadas em “faixa”, geralmente em apenas um lado do corpo.
3. Fase tardia: possibilidade de neuralgia pós-herpética, caracterizada por dor persistente.####
Sintomas comuns do herpes zóster
- Dor localizada, frequentemente anterior às lesões.
- Bolhas contendo líquido claro ou turvo.
- Evolução para crostas entre 2 e 4 semanas.
- Em idosos, maior risco de neuralgia pós-herpética.
Quem tem maior risco de desenvolver herpes zóster?
- Idade avançada (acima dos 50 anos)
- Histórico de catapora* Imunidade comprometida
- Estresse físico ou emocional
Tratamentos indicados para herpes zóster
O uso de antivirais como aciclovir, valaciclovir e famciclovir diminui a gravidade da doença e reduz o risco de neuralgia. O controle da dor pode incluir analgésicos, antidepressivos ou anticonvulsivantes. O SUS também fornece antivirais de forma gratuita.
Como prevenir o herpes zóster?
A vacina contra o herpes-zóster é indicada a partir dos 50 anos, estando disponível apenas na rede privada no Brasil. A versão recombinante apresenta maior eficácia e reduz de maneira significativa o risco de neuralgia pós-herpética.
Conclusão: Como lidar com herpes simples e herpes zóster
Em resumo, as infecções pelo herpes simples e varicela-zoster são doenças virais comuns, mas podem causar desconforto e complicações. No mais, o tratamento com antivirais está disponível no SUS, proporcionando alívio e redução da gravidade dos sintomas.
Já a prevenção do herpes-zóster por meio da vacina é uma realidade no Brasil, embora restrita à rede privada.
Por fim, o acompanhamento médico, especialmente com um dermatologista, é essencial para o diagnóstico precoce e a prevenção de complicações.
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